terça-feira, 12 de abril de 2011


Demorei pra postar... Estava vivendo! Ah.. Você há de convir: Não existe coisa melhor que viver! Só viver, mesmo que não fosse feliz, embora eu tenha conseguido ser. Tô vivendo uma fase boa. Tô me aceitando, me curtindo, me apaixonando por mim mesma... Isso faz um bem! [Recomendo hein!]. Tenho me sentido uma menininha: Coração batendo forte, "borboletas na barriga". Aquele medinho do amanhã, as vezes parece fazer tão bem!
Não julgue amor, alias.. nao julgue nada.. Todo julgamento é precipitado! Estar bem é o realmente me importa agora!
Toda essa sensação tem comido meu tempo. Devorado todo a minha criatividade, e eu fico feliz por isso. A tristeza geralmente me inspira. Não quero ais que seja assim.. Quero escrever porque estou bem! Resolvi. Por isso vim! Sabe aquela paixãozinha que você nao sabe bem explicar?! Pois então, é isso que tá acontecendo comigo. Tenho me sentido desejada, importante... Por mais que eu queira, não cobro mais afetos e atenções. Quero a verdade e nada mais que isso. É tão bom se sentir bem.[Outra recomendação] E finalmente eu estou! Sem mentiras, sem falsidades, sem me sentir um lixo na hora de dormir... Me sentindo apenas cansada, cansada por viver, por viver bem! Do amanhã, eu não sei, mas hoje? Hoje amigo.. O dia é meu! :) Boa tarde!

sexta-feira, 25 de março de 2011


É! Vivemos em um mundo capitalista mesmo! Um mundo que gira ao redor do dinheiro, onde é esse o único valor realmente visível. Vivemos em um mundo, onde 'eu te amo' nao se diz, ele se demonstra naquela jóia tão linda (e cara); Um mundo onde presentear uma mãe não é mais pintar a mão e manchar um papel, ou dar beijo com batom vermelho em uma cartinha mal escrita, o presente delas é um fogão, uma geladeira, uma maquina de lavar; Vivemos em mundo onde os valores de alguém não se encontra em seus principios, mas em seus bolsos; Um mundo com vasta diversidade social, onde uma criança implora por um prato de arroz, enquanto outros desfrutam de um prato bem feito de Almofadas de Salmão com molho de alcaparras. Não que nao se mereça, longe de mim, julgar os méritos alheios, mas me assusta ver que vivo em um mundo onde essas diferenças são tão bem aceitas; Me assusta viver em um mundo, onde as pessoas não se sensibilizem com o brilho de piedade nos olhos de uma mãe clamando por alimento para seus filhos; Me assusta esse mundo onde um certo número de pessoas tenham várias casas e carros importados, enquanto outras morrem na rua, sem ter pra onde ir, sem ter onde se esconder quando chega a noite fria; Me assusta um mundo, onde 'compaixão' seja vista como palavra, ao invés de sentimento; Me assusta saber que vivo em um mundo, onde preciso lutar para me tornar a pessoa que desejo ser e conquistar meus objetivos, tendo que disputar com aqueles que pouco se importam, que nascem de berço, e gastam rios de dinheiros na farra, ter que disputar com aqueles que não conquistam, compram. Me apavora ter que ver tamanha injustiça. Ter que ver um pai de família, já cansado de trabalhar para conseguir criar descemente seus filhos, e um vagabundo qualquer, cheio de saúde, vindo ter aquilo que não o pertence, tendo como único esforço, machucar ou ferir [ainda que emocionalmente] aquele que lutou tanto para conseguir.
E tudo isso envolto onde?
O dinheiro cada dia se torna mais necessário, esse mesmo dinheiro que cada dia vai destruindo mais a sociedade. Eu continuo temendo, pois sei que esse já se tornou um caso sem solução. O jeito é se fingir de cego, e aceitar que foi nessa vida que eu entrei, e que por mais que eu queira, essa realidade não muda. (Infelizmente!)

* Infeliz é pensar que fui obrigada a aceitar essa situação...
Ainda pior que iss, é ter que lidar com a hipocrisia dos seres humanos!
É realmente, assustador!

quarta-feira, 23 de março de 2011

E depois de mais um tempo...


E depois de mais um tempo, me pego pensando naquilo que mais me atormenta!
Justo esse, o que deveria ser o mais puro e belo, me vem como o mais sofrido dos sentimentos.
Foi inevitável! Foi inevitável, porque nao se evita uma decisão da vida. Não há como voltar atrás. e possivelmente, não deve haver como recomeçar.
Não existe um começar de novo. Existe um continuar de outro ponto. Apenas isso.

A vida segue sempre, não há tempo nem para se lamentar, mas a gente dá um jeito. Quem sabe naquele intervalo entre dois sorrisos falsos, na busca por um lugar quente onde se recostar, eu não possa me esconder em um beco qualquer e lá fazer minhas promessas, de que tudo seria diferente?!
E dai vem a tona a verdade: não haveria o porquê ser diferente, foi como tinha que ser.
As pessoas não aprendem a carregar o peso, se tiver quem carregue para elas;
As pessoas não valorizam um sorriso, se ele passar a ser comum;
As pessoas não conseguem ser auto-suficientes, enquanto houver alguém capaz de suprir suas necessidades.
As coisas acontecem como devem. Se fosse diferente eu não teria amadurecido, e provavelmente, eu ainda nao teria aprendido, não estaria valorizando e jamais conseguiria.
Todos males vem para bem, por piores que sejam, pois é na dor que mais que se adquire força.
Um dia eu talvez tenha a oportunidade de continuar.
Continuar porque o passado não se apaga. Continuar porque se nao fosse como foi, eu não iria querer tanto. Continuar porque eu nunca quis usar um ponto final. Eu preferi uma vírgula, eu coloquei reticências, eu abri parenteses, para que a nossa história tivesse um pouco mais de aventura, desnecessário talvez, mas eu o fiz, pois eu sabia - eu sei - que aquele não foi o fim!
Estou preferindo acreditar que a vida nos uniu na hora errada. Que precisavamos de mais maturidade, e quando estivermos prontos (Sabe-se lá quando), a gente volta de onde parou. Pra continuar aquilo que ainda não terminou !

sexta-feira, 18 de março de 2011

Culpa da decepção


Chega uma hora que a criatividade falta, tudo se perde...
A decepção tem dessas coisas!
São tantos caracteres, seguidos de tantos backspace, que nem sei mais o porquê de eu ainda tentar escrever!,
Acaba sendo só o tempo perdido, como muitas outras coisas na vida... Como muitas outras coisas na MINHA vida!

sábado, 12 de março de 2011

As vezes a falta se torna desesperadora... E que venham as mudanças


Era fácil me adequar ás mudanças, porque eu sempre tive uma coisa que não mudava nunca, independente de pra onde eu fosse... ele continuava ao meu lado.
Parece que depois de uma vida como aquela que eu tive - e estou tendo - a minha maior mudança foi me acostumar a não tê-lo mais.
Doeu, e bem no fundo, ainda dói um bocado. Mas modestia á parte, eu até acho que estou conseguindo me adaptar bem ao que diz respeito a ele, mas mudar implica em dar de cara com o desconhecido, e dessa vez sem um apoio sequer.
Amadureci e fui me fazendo cada vez mais forte com o passar do tempo.. Chegou a hora de tirar essa afirmação do blog e me moldar a uma nova vida, dessa vez cheia de riscos e medos, com aquela pequena - e desagrável - certeza que não vai ser muito bom!
De qualquer forma.. Estamos aqui para isso!
E que venham as tais mudanças!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Para mulheres


O que vc espera de um homem ?
Que ele seja bonito? Ah! vamos, busque além, vc sabe que quer bem mais que beleza...
Que ele seja bem humorado? É.. por ai! Tente um pouco mais...
Inteligente? Isso te atrai em um homem ? Muito bom.. Continue.
Quer que ele seja bem sucedido? Gosto dessa sinceridade!
Então voce também se interessa por um homem bom de cama? Claro né!
A verdade é que estamos sempre buscando um homem completo, mas acabamos nos deixando acreditar que aquilo que temos já é o suficiente. Chegamos a dizer que ele é perfeito. Leigo engano.
Ora vamos, seja sincera com você. Esse cara ai do eu lado, ele pode ser ótimo, mas sempre vai faltar um pouquinho. Não se acanhe, voce tem o DIREITO de pedir o que precisa. Alias.. pedir é a forma mais justa de merecer.
Nós, mulheres, não precisamos nos contentar com tão pouco!
Se você é feliz, mas feliz de verdade, sem hipocrisia, sem demagogia, sem restrições e condições, se apegue a isso. Mas seja verdadeira ao responder isso.
O mundo é seu, o mundo é nosso e ele é imenso, possui variedades que você certamente desconhece!
Já sabe o que você quer de si mesma? Então busque.. busque o melhor para si!

Atrasado não, porque todos os dias são nossos.

Felizdiainternacionaldamulher!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um conto qualquer...


Era uma tarde escura, o sol oculto entre tantas nuvens.
Ela acabara de chegar de viagem, de onde acabou se adaptando ao clima frio, aquela sensação, naquele momento, apesar do vento, era boa.
Vestiu-se confortavelmente e ainda assim bem arrumadaa, se cobria com um vestido estampado, um bolero e calçava uma rasteira nos pés.
O tempo ia esfriando, de uma forma que ela, anestesiada, parecia nem sentir.
Andava lentamente, como se seus pés deslizassem no chão, o vento balançava seus cabelos cobrindo seu rosto, que por sua vez, destacavam olhos distantes, um pouco fora de seu planeta.
Ela andava aparentemente sem destino, embora tivesse coisas a fazer, entrou em um mercado sem ter o que comprar, era apenas uma vontade boba de olhar sobre as prateleiras, um hábito que ela havia adquirido durante seus quatro anos de convivência com Lucas.
Ela andava pelos corredores sem perceber que pouco a pouco, começava a garoar. Era um chuvisco fininho, que aumentava a cada curva que ela fazia dentro daquele singelo mercadinho.
Surpreendeu-se pouco com a chuva caindo, mas depois de tantas noites dançadas na chuva, caminhar ali poderia ser até relaxante, e assim ela andou.
sorrisos se formavam em sua boca, despertando uma louca vontade de se desvendar o que passava naquela cabeçinha, coberta por negros e compridos fios ondulados. O espanto que tivera tido ao se deparar com a chuva, não foi a metade do que sentiu ao se deparar com aquele homem passando á sua frente. Ele vestia bermuda e camiseta, segurava um guarda-chuva quase que tão preto quanto seus olhos, que se mostraram um tanto surpresos também.
Por uma fração de segundos, que mais pareceram horas, eles se olharam.
Meio sem jeito ele ameaçou falar algo que não saia.
- Oi Lucas! - Ela apressou-se em dizer.
- Oi Ana.
Aqueles olhares impenetrantes, que antes pareciam só pertencerem um ao outro, agora faziam questão de se evitarem.
Sabe-se lá, o que aqueles olhos iriam demonstrar!

- Toma, fica com guarda-chuva! - Ele ofereceu gentilmente.
- Não precisa. Estou bem assim.
- Ah Ana! você nao muda mesmo! Essa chuva vai te fazer mal. Aceita, para de pirraça.
A verdade, era que nenhum dos dois havia mudado, até o modo de se preocupar, de criticar, o modo de andar, tudo... era o mesmo!
- Lucas, nao precisa. Essa chuva não me afeta mais. Eu já estou molhada. Foi falta de atenção minha, nao ter percebido que choveria.
- Você nunca deu atenção á essas coisas!
Cada frase que ele dizia parecia querer tocar em um passado não tão distante. Era como se Lucas, fizesse questão de enfatizar os defeitos que Ana possuia. Como se quisesse confirmar a si próprios seus motivos.
Sem perceber eles caminharam juntos, andavam numa mesma sintonia, trocavam poucas palavras, e o som de suas vozes ia diminuindo na mesma velocidade que a chuva deixava de cair.
Ana passou a mão pelos cabelos, já abundamente molhados pela chuva, olhou para ele com um leve sorriso timido dizendo: "Parece que a chuva passou". E o viu concordar fechando o guarda-chuva.
Numa esquina próxima, Lucas pergunta curioso, se o destino de Ana era sua casa. Ela responde que sim com um gesto de cabeça. Em seguida acrescenta precisar passar em outro lugar primeiro.
Mais alguns minutos em silêncio...
- Você também está indo para casa ?
- Agora não. Coincidentemente, eu vou cortar o cabelo.
Era realmente uma grande coincidência, que como de costume, ele fosse cortar o cabelo próximo ao local que Ana precisaria passar, antes de seguir para casa.
Eles andaram cerca de 3 quarteirões juntos, sem trocar mais uma palavra. Por mais que quisessem, parecia não caber mais assunto entre eles.
Seus olhos buscavam involuntáriamente um ao outro, enquanto forçavam-se para não se encararem.
Havia tantas perguntas a serem feitas, tantas dúvidas, tantas mágoas e lágrimas escondidas naqueles 2 pares de olhos.
Passaram-se exatos 3 minutos, quando um leve toque, por uma mão um tanto aspera, toca os braços de Ana.
- Bruno?! - Ela diz num tom assustado.
- Oi! Tudo bom ?
- É, tá, tudo... Tudo bem sim! E voce? - Pergunta Ana, claramente sem jeito entre aqueles dois homens.
- Não gostou da surpresa? - Pergunta Bruno, aparentemente decepcionado com sua reação.
- Claro! Claro que eu gostei. Só.. Não esperava!
- Eu tentei te ligar, mas voce nao atendeu o telefone, resolvi te surpreender, já que o combinado foi esse!
Ana precisou de alguns minutos para conseguir colocar a cabeça em ordem. Foi quando percebeu que nao era a unica perdida naquela cena.
- Desculpa. Bruno, esse é o Lucas!
Ambos se cumprimentaram, quase que por obrigação. O desgosto tomou conta da face de Bruno. Era facil saber quem era o Lucas depois daquela situação.
- Então VOCÊ é o Lucas?! - Perguntou Bruno, num tom ameaçador.
- Para com isso Bruno! - Ana se apressou em dizer.
Lucas a fitava com uma certa curiosidade no olhar.
Quem seria então aquele homem? Por que ele falara seu nome naquele tom, como se parecesse conhecê-lo. Por alguns instantes se sentira incomodado e até um pouco intimidado àquela circunstância.
Ana por sua vez nao sabia o que fazer. Seu coração acelerava cada vez mais, suas pernas tremiam, era quase que impossivel descrever tudo que ela sentira.
- Ana, eu estou atrapalhando alguma coisa? Se eu estiver posso ir embora!
- Não Bruno, tudo bem. Não quero que você vá embora. Eu só fiquei realmente surpresa, nada mais. Você nem tem o que atrapalhar! - Ana usou de um tom carinhoso ao dizer isto.
Lucas demonstrava um ar um pouco triste, era perceptível, que a relação entre Ana e Bruno ia além de uma amizade, o jeito dele se reportar a ela, a forma carinhosa como ela havia querido que ele permanecesse ali. Lucas só nao conseguia entender o porquê de todo o desconcerto de Ana ao ver Bruno. E por mais que se sentisse deslocado, parado frente á eles dois, algo prendia Lucas a isso. Era como se seus pés estivessem grampeados ao chão.
De repente, sem sequer saber como, Ana se depara com suas mãos enlaçadas nas mãos de Bruno. Sua surpresa só nao foi maior que a de Lucas:
- Desculpa eu... Acho que eu vou indo. Parece que você já arrumou uma companhia!
- É! Está em boas mãos! - Ironizou Bruno.
- Eu espero que esteja mesmo. - Disse lucas, retirando-se aos poucos visivelmente magoado.
- A gente se esbarra qualquer hora! - Respondeu Ana, sem ter muito o que comentar.
Seu coração sentia-se cada vez mais apertado. Por que Lucas tivera tido aquela atitude? Será que ele havia se importado por tê-la visto com outro ?! Já tinha se passado tanto tempo desde o dia que Ana ficou impedida de chamar Lucas de 'amor'. Ela já havia caminhado por tantos corredores de mercado sem companhia, enquanto Lucas sorria todos os dias para outra mulher, cujo nome nã há porque ser revelado. Já faziam meses que Ana não o via mais. Por que raio de motivo ela precisava tê-lo visto justo hoje? E o que estaria Bruno a fazer ali, bem naquele momento? E por que sua cabeça se preocupava tanto com isso, se ela dizia não mais ama-lo com tanta certeza?
Talvez fosse uma certeza falsa, talvez seu coração ainda fosse pertencente ao mesmo dono, talvez Lucas ainda sentisse algo por ela.
Um dia quem sabe, eles se esbarrem novamente num dia de chuva, e ela possa responder a essas perguntas. Por hoje, era melhor ela continuar o que estava fazendo nos últimos meses... Seguindo a sua vida!
E a chuva tornou a cair, molhando um beijo que Bruno deu em seus lábios.